quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Tsk tsk


Essa é a mosquinha Tsé-tsé, responsável pela DOENÇA DO SONO. Graças a ela, os gerentes desse blog estão letárgicos e cansados demais para postar alguma coisa. Existe algum motivo para continuarmos o blog? Claro, acordaremos todos em breve de uma hibernação compulsória impingida pelo MUNDO DO TRABALHO, prontos para restaurar a dignidade dos viventes. 2009 é o ano da virada, nem que seja do lado que você costuma deitar em sua cama.

Rá Rá Rá




existe um sentimento dominante nos pequeninos humanos e não é difícil de adivinhar: aquela vertigem arrepiante causada pelo sensação de poder, seja qual for a natureza deste. Seria hipocrisia, do freguês e do vendedor, negar seu regozijo pois todo mundo sabe que é gostoso e que cai muito bem aos impotentes. O poder em si não é o problema, mas sim sua manutenção cacareca e seu inegável fastio. O homem, escravo de sua racionalidade, não aceita passar um verão com MENOS poder, menos salário, menos controle das situações, menos apego à seus rincões. Porque não faz sentido, não é lógico. Admitindo que nunca poderemos abdicar desse ouro dos tolos - o Poder com P maiúsculo - poderíamos ao menos ser mais flexíveis nesse exercício de apego, ter mais coragem soltá-lo de vez em quando. O exercício do poder atrofia a coragem de perdê-lo. E a coragem? A coragem se expande com o uso.
Esse músculo me interessa mais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Como fazia um tal de Hemingway

Gosto de começar cedo, antes que as pessoas e os acontecimentos me tirem do foco, e começo por reler e editar tudo o que escrevi até então. Desse modo, percorro o livro que estou escrevendo várias centenas de vezes. Então, prossigo, sem enrolação, amassando papéis, num ritmo cadenciado, pois sempre paro em um ponto em que sei precisamente o que acontecerá na seqüência. Portanto, não tenho a necessidade de acelerar o ritmo, diariamente. A maioria dos escritores descarta a parte mais difícil do trabalho: editar o texto, refinando-o mais e mais, até que ele adquira uma lâmina como a do estoque de um toureiro, a espada matadora. Certa vez, meu filho Patrick me trouxe uma história e pediu que eu a editasse para ele. Eu a li com cuidado e alterei uma palavra. “Mas, papai”, disse Mousy, “você mudou apenas uma palavra.” Respondi: “Se é a palavra certa, isso significa muita coisa”.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Dostoiévski, sobre Dom Quixote. Ou: O Maior Elogio de Todos os Tempos

"Não existe nada mais profundo e poderoso do que este livro. Se o mundo acabasse e Deus me perguntasse: 'Então, o que você aprendeu sobre a vida?', eu poderia simplesmente mostrar D. Quixote e dizer: 'Esta é a minha conclusão sobre a vida. E você? O que me diz?'"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MEMENTO




amigos, irmãos. Tomem vitassay, TAFFMAN-E, pois o que importa é lembrar. Esqueçam coerência, rigidez moral, excercícios sufocantes e repetitivos, sentimentalismo barato e orgulho frouxo. Escrevo porque lembro de escrever, porque lembro de sentir, porque lembro de que sentir falta é o grande postulado. Toda a tua habilidade de conectar, articular e organizar seu discurso, sua massa crítica e tua voracidade amorosa está atrelada ao que você lembra do que é importante guardar. Memória, só isso nos pertence. Servir-se da própria inteligência e beber a sopa da tua história. Neste exato momento você mal consegue processar tudo o que ocorreu desde o nascimento,embricando com tudo aquilo que se projeta pro depois e eclode na doença da civilização ocidental: a obsessão pelo transcender. Esquecer o deslocamento compulsivo pelo o que evoca às frustrações do passado e à expectativa em relação ao futuro. Viver com a robustez da lembrança e só. Vigor físico para caminhar e vigor intelectual para registrar a caminhada. Vive mais quem lembra mais, premissa basilar. Lembrar de suas habilidades, do que as pessoas queridas disseram, de onde você guardou tudo aquilo que te espanta e te emudece, lembrar desse fio condutor invisível que construiu essa coleção de acidentes inexplicáveis que é a sua trajetória pessoal. Lembre-se, babaca. Memória é tudo. E estamos perdendo para qualquer computador.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um apelo

"Se você for embora, por favor, não demore."

"Para ir ou para voltar?"


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

bom....fica pra próxima!




Estava entediado no trabalho e resolvi ler algo a respeito de Bertrand Russel, importante matemático, filósofo e lógico do séc. XX. Me deparei com a seguinte frase.

"Trata-se, segundo Russell, de se imporem certas restrições à suposição de que qualquer propriedade que pode ser predicada de uma entidade de um tipo lógico possa ser predicada com significado de qualquer entidade de outro ou do mesmo tipo lógico. O tipo de uma propriedade deve ser de uma ordem superior ao tipo de qualquer entidade da qual a propriedade possa com significado ser predicada."